terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caminho.


(André Vilela)

Incógnita estrada que balbucio
Escoltado pela razão antagônica
Entre trevas e pedras que desvio
Tento chegar à certeza harmônica

Em terras distantes e galáxias andei
Me conheci mesquinho sozinho
E aos céus piedade de mim clamei
Para não padecer nesse descaminho

Meu trajeto é como de um barco a vela
Que o vento sopra sem destino
E o destino me move a manivela
Contento-me com esse desatino

Minha bússola cansada e desordenada
Apontava não só para um lado
Parou completamente enfadada
Perdi-me e não sou achado