sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Lagoa.


                                                                                      (André Vilela)


Acreditei no amor então
Foi pior que a ilusão
Com gosto de indignação
Um tapa na cara da emoção

Me rendi á toa
A conseqüência não foi boa
Afundou a canoa
Não soube nadar naquela lagoa


Jurei carinho
Acabei sozinho
Me furei com espinho
Mas to vivinho 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quero dizer

 









(André Vilela)

Quero te dizer
Assim bem de pertinho
Com todo meu denguinho
Que meu peito palpita forte ao te ver

Moça a beleza que lhe pertence é sensível
Teus olhinhos são como de uma criança inocente
Que vem a minha mente a ficar permanente
A infinitude do teu coração é intransponível

O jeito que você faz careta e sorri
É devastador para meu coração
Creio com toda e maior razão
Que atoa eu não te conheci

Tão suave é tua maneira de falar arrastado
Que funda nos meus ouvidos
Rouba todos os meus sentidos
Que posso perder horas só te ouvindo, sem ser escutado


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Batom vermelho.




(André Vilela)

Sei que você se perde em horas no espelho
E me enlouquece com seu batom vermelho
Não me diga o contrário amor, você é linda sim
E sabe bem que eu te gosto assim, que estou afim

Afim do tipo, quero você só pra mim
Hoje, amanha, domingo, sempre enfim
Agora amor, me mostra o que é bom
Vamos esquecer o mundo, e borrar seu batom

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Amei, nós amamos.



(André Vilela)
Toda nossa história hoje é só recordação
Hospedei teu amor, e te amei
Acreditei no amor, mas errei
Imaginei nós dois, e chorei
Não deu nós dois, mas superei
Aquilo entre nós tudo teve pouca duração

Só restou o indicativo do pretérito imperfeito
A vida te levou, mas de corpo e alma nos amamos
Nem tudo foi flores, e das falhas nos perdoamos
Corremos para lados opostos, e nos perdemos
Hesitamos nos achar, e nos esquecemos
E um ponto final se pós no que vivemos
Sem seu amor vazio palpita meu peito

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bolhas de sabão.


















(André Vilela)

Vagante como bolhas é meu coração
Diferente das bolhas preenchidas de vento
Meu coração tem o amor como preenchimento
Amor que não se desfaz como bolhas de sabão

Amor que de tanto amar virou canção
Melódica a se dançar a par
Com mãos dadas flutuar
Como as bolhas de sabão

sábado, 28 de julho de 2012

Tão incerta.


(André Vilela)
Minha pequena, teu pecado é a incerteza
Hoje tu amas, amanha não mais
Por isto padeço na tristeza
De tuas mentiras reais
Não sei como não te amarga o peito
Ao fazer a vida uma cabra cega
Ao compor teu pior defeito
E reger essa tola entrega

Minha pequena, teu pecado é a incerteza
Meu pecado é remar contra a maré
Teu nome é correnteza
Meu nome é fé

sábado, 19 de maio de 2012

Cai tua vida.



(André Vilela)


O que bate no teu peito não é inteligível
Místicos e insensatos sortilégios
Devaneios e sacrilégios
Mostram-te muito mais do que insensível

Tua vida cai em cada escolha errada
Quiçá um dia você tire dos olhos estas escamas
E vedes quem te ama
Tantas que quedas te fazem difamada

Tua vida cai em cada sofrimento
Cada incerteza é uma ferida
Cada lagrima que cai, cai ainda mais tua vida
Isto te faz vazia de sentimentos

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Revestida de silêncio e escuridão

(André Vilela)

Poesia caracteristica da 2º geração do Romantismo,
conhecida como Bayronista.

Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espirito enlaça à dor vivente
Azevedo























Olhos esverdeados que te pertencem
Traduzem seus amores reprimidos
Como os meus que me entorpecem
A não serem por ti correspondidos

Revestida de silêncio e escuridão
Lua tímida da noite acanhada
É você mulher da minha razão
Faze-me no peito uma dor enraizada

Em desejo quero-te em carne gozo e ternura
Por Deus temo padecer a morte errante
Contenho-me a que em nome do amor não faça loucura
Para não ser consumido pelo fogo incessante

Venha bater em minha porta o descanso
Erradicando esta maldita solidão
E meu coração assim pare manso
Sepultando tudo a sete palmos do chão

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caminho.


(André Vilela)

Incógnita estrada que balbucio
Escoltado pela razão antagônica
Entre trevas e pedras que desvio
Tento chegar à certeza harmônica

Em terras distantes e galáxias andei
Me conheci mesquinho sozinho
E aos céus piedade de mim clamei
Para não padecer nesse descaminho

Meu trajeto é como de um barco a vela
Que o vento sopra sem destino
E o destino me move a manivela
Contento-me com esse desatino

Minha bússola cansada e desordenada
Apontava não só para um lado
Parou completamente enfadada
Perdi-me e não sou achado