quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tardes Cinzas.

(André Vilela)

Não gosto dessas tardes

Chuvosas e frientas

De cor opaca cinzenta

Que você de mim

Se ausenta

Faz falta teus cafunés

Teu abraço

Que me esquenta

O filme e a pipoca

Tuas doces beijocas

Um dia sem ti

É como se eu

Não existisse

Como se eu

Não fosse eu

Sem o corpo teu

É como se houvesse

Um abismo entre mim

E o viver

E assim um dia meu

Sem ti ver

É meu ser entregue

A saudade breve

Mas tento me aquietar

Pois sei

Que amanha de manha

Nos meus braços

Você vai estar

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tão certa.


Quero sentir o calor dos teus braços

O gosto do teu beijo

Sentir o que eu não vejo

Sim o que a alma apaixonada vê

Pois sabes tanto quanto eu

Que a amada certa

É você

Não quero enganar

Brincar de amar

Quero-te como uma tatuagem

Quem nem o tempo

Pode apagar

Quero-te tão certa

Quanto a chuva que vem

Que vem molhar a terra

Quero-te tão certa

Como todo e qualquer homem

Que um dia na vida erra

Quero-te tão certa

Quanto o Sol que raia

Ao dia seguinte

Quanto a lua que surge

Antes das sete e vinte

Quero-te tão certa

Quanto o ar

Desde dia que te conheci

Só conjugo o verbo amar

Quero-te tão certa

Quanto a velhice

Quanto a qualquer crendice

Quero-te tão certa

Quanto o nascer e morrer

Quero-te tão certa

Quanto as folhas que caem no outono

Tão certa quanto o sono

Eu digo tão certo

Que você é a certa

Meu coração

Te aguarda de porta aberta