sábado, 5 de novembro de 2011

Enfermiço romanesco


(André Vilela)


Você me consome com sua feminilidade
De amor eu vivo sempre enfermiço
Deduzo que seja esse teu feitiço
Que me faz te amar com vontade

Teus olhinhos tímidos quixotescos
Lábios que me perco ainda sedento
E que me falta o alento
E me faz cada dia mais romanesco

Só temo ser um personagem efêmero
Que ocupa poucas linhas da sua história
Sem cheias paginas notórias
Temo não ser do seu gênero

É merecedora de mesuras
Com ímpeto de rainha
Teme eternizar-se sozinha
A solidão cobra muitas usuras

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